Desde os finais do século XIX, a emissão de ondas de radio para transporte de informação têm cada vez mais integrado o nosso dia a dia. De facto, na atualidade, esta tecnologia estende-se a múltiplos domínios nomeadamente o das telecomunicações.
Quaisquer sistemas de comunicação eletrónica, dos quais estes são um exemplo, possuem um transmissor, um meio de comunicação e um recetor. Adicionalmente, um dispositivo capaz de traduzir características físicas em sinais elétricos denomina-se transdutor. No contexto em questão, o transmissor encontra-se associado a uma antena, sendo a informação comunicada através de alterações às características de uma onda portadora . Aqui, torna-se importante o conceito de modulação:
- Modulação em frequência (FM): transmissão de ondas com variação de frequência. É resistente a ruído (distorções) e de alcance superior, mas requer uma largura de banda superior e equipamentos mais complexos relativamente à AM;
- Modulação em amplitude (AM): transmissão de ondas variando a sua amplitude. A sua transmissão e demodulação é simples, sendo os sistemas físicos baratos, sem componentes especializados. Apesar de se propagarem a longas distâncias, ondas AM encontram-se mais suscetíveis a ruído, a sua utilização é acompanhada por gastos de energia consideráveis e possuem menor fidelidade em transmissões analógicas;
- Modulação em fase (PM [Phase Modulation]): transmissão de ondas variando a sua fase.
Para além disto, é importante distinguir sinais analógicos – como é o caso da rádio, com os quais o objetivo é converter a informação de uma onda sonora (cuja captação resulta num sinal elétrico), através de radiofrequências – de sinais digitais – associados, por exemplo, à Wi-Fi.
Na primeira situação, é atualmente mais comum o recurso a métodos de modelação em frequência, devido à maior fidelidade do sinal, resistência a ruído e alcance. Contudo, historicamente, a radio AM foi dominante entre as décadas de 1920 e 1950. Para cada uma estão reservadas frequências específicas, determinadas em cada país: em Portugal, a regulação do espectro cabe à Autoridade Nacional de Comunicação , ANACOM.
Por outro lado, em relação a sinais digitais, pode-se falar, de modo geral, de modulação digital, já que o objetivo é a conversão de ondas eletromagnéticas numa sequência específica de bits. Comparativamente a sinais analógicos, estes oferecem maior capacidade de transmitir extensas quantidades de informação. Salienta-se:
- Amplitude Shift Keying (ASK) – associada a modelação AM;
- Frequency Shift Keying (FSK) – associada a modelação FM;
- Phase Shift Keying (PSK) – associada a modelação PM;
Existem igualmente métodos mais complexos que permitem transmitir um maior número de bits simultaneamente.
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Artigo escrito por Gabriela Silva